Dr. Silval Zabaglia participa do ESHRE 2013
O Congresso da Sociedade Européia de Reprodução Humana, ESHRE, realizado em Londres em 2013, manteve o alto nível das palestras e cursos intra e pré-congressos vistos em outra edições desse evento. Foi um recorde de participantes de todo o mundo discutindo sobre todos os temas da reprodução assistida e de suas experiências particulares. O curso pré-congresso de Indução de Ovulação trouxe as novas diretrizes que os maiores centros de Reprodução Humana da Europa estão adotando. Durante todo o dia foram discutidas as modificações nas doses e utilização das medicações hormonais, com resultados promissores para a melhoria na obtenção da...
Continuar lendo...Infertilidade na Perimenopausa
A sociedade moderna trouxe uma nova tendência para as famílias: gravidez mais tardiamente. A maior participação feminina no mercado de trabalho colabora para essa situação. O desenvolvimento de uma carreira, a disputa de espaço no mercado, a melhoria de condições sócio- econômicas e a estabilidade financeira são fatores preponderantes para que o início da atividade reprodutiva ocorra em idade mais avançada. Outro fator é o aumento do número de separações e da formação de novos casais. As novas uniões muitas vezes desejam consagrar esse momento com um filho, porém se deparam com a idade da mulher acima dos 40 anos. Além do fator idade existe também a possibilidade desses novos casais já terem métodos contraceptivos definitivos (laqueadura e vasectomia). A maioria dos casais desconhece a diminuição da fertilidade com o avançar da idade, e quando se deparam com a dificuldade na concepção, ficam surpresos e perdem a esperança. Muitos casais procuram o tratamento pela primeira vez na perimenopausa, onde a função ovariana está comprometida, dificultando ainda mais a gravidez. Existe a necessidade de se determinar e quantificar a reserva ovariana, sabendo do seu potencial reprodutivo e das chances reais de engravidar. A determinação da quantidade de óvulos restantes é feita através de exames hormonais como a dosagem do FSH e do Hormônio anti-müleriano. Essa definição direcionará o tipo de abordagem terapêutica para o casal. A evolução constante das técnicas de reprodução assistida colaboraram muito para vencer obstáculos. Para pacientes com reserva ovariana reduzida, a fertilização in vitro ajudou a solucionar grande parte das dificuldades encontradas, se mostrando fundamental no sucesso dos tratamentos, obtenção da gravidez e nascimento do bebê. A fertilização in vitro, com a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), solucionou boa parte dos problemas de infertilidade, principalmente os relacionados ao fator masculino, ao fator tubário e a infertilidade sem causa aparente. Alguns procedimentos são utilizados para melhorar os resultados da fertilização in vitro nas pacientes com mais de 40 anos. A estimulação ovariana com medicações injetáveis provenientes de engenharia genética colaborou para a recuperação de um número maior de óvulos e de melhor qualidade. Esses óvulos terão maior chance de formar embriões de boa qualidade para posterior transferência para o útero. Outro procedimento é o” assisted hatching”, que é o afinamento a laser da membrana que reveste o embrião. Ele visa aumentar as chances de implantação desse embrião, já que óvulos de mais idade podem ter a membrana, mais espessa e resistente, impedindo seu rompimento natural dentro do útero e impossibilitando a gravidez. O diagnóstico genético pré-implantacional (PGD) é uma técnica que retira uma célula do embrião para verificação de alterações cromossômicas. É um avanço importante visto que mulheres acima de 40 anos apresentam risco aumentado para anormalidades cromossômicas. A transferência para o útero de um embrião sem essas alterações aumenta a taxa de gravidez e diminui a ocorrência de abortamento. A ovodoação pode ser oferecida como alternativa viável e colaborativa para a obtenção da gravidez. As indicações para participar do programa de ovodoação são: falência ovariana prematura independente da causa, menopausa, perimenopausa com baixo índice de fertilização, anomalias genéticas entre outras. O tratamento para mulheres na perimenopausa que desejam engravidar sofreu profundos avanços nos últimos anos. As drogas utilizadas na indução da ovulação, técnicas aprimoradas de fertilização in vitro, diagnóstico pré-implantacional e os programas de ovodoação tornaram a gravidez para esses casais um objetivo cada vez mais próximo. Dr. Silval Zabaglia CRM 69.469 Ginecologista ...
Continuar lendo...Preservação da Fertilidade
A ocorrência de novos casos de câncer no mundo cresceu muito nos últimos anos. A Organização Mundial da Saúde estimou que no ano de 2008 surgiram aproximadamente 12 milhões de novos casos dessas doenças. O contínuo crescimento populacional, bem como o envelhecimento e a mudança de hábitos relacionados à vida moderna, afetam de forma significativa a incidência e o impacto das neoplasias malignas. Os cânceres ginecológicos, principalmente de mamas, relacionam-se ao processo de urbanização da sociedade, apresentando maior risco entre as mulheres com mais elevado nível socioeconômico. Concomitantemente, observa-se uma tendência mundial das mulheres em postergar a gestação, por motivos sociais, econômicos e culturais. Esse fato representa um fator de risco para a ocorrência dos cânceres ginecológicos, mamas e ovários, aumentando a possibilidade do diagnóstico ser feito antes de engravidar, trazendo possíveis complicações para a fertilidade futura ou mesmo durante a gestação. Os avanços nos tratamentos das neoplasias malignas como novas técnicas cirúrgicas, planejamento radioterápico mais adequado e esquemas de quimioterapia mais eficientes, contribuiram para o aumento na sobrevida desses pacientes. No entanto, esses mesmos avanços representam riscos consideráveis para o futuro reprodutivo dessas mulheres. A radiação ionizante da radioterapia tem efeitos adversos na função dos testículos e dos ovários em todas as idades. Esses danos estão relacionados às doses e o local de irradiação, variando de ciclos menstruais irregulares durante alguns meses até falência ovariana permanente. Apesar dessas complicações, se a irradiação não for feita durante a gestação, não existe risco de teratogenicidade. A quimioterapia reduz consideravelmente o número de folículos primordiais dos ovários. Como as pacientes mais jovens possuem uma reserva ovariana maior, os efeitos do tratamento sistêmico são menos importantes nesses casos. Os riscos de infertilidade e amenorreia dependem da idade da paciente, dos agentes quimioterápicos utilizados e da dose total administrada. Pesquisas publicadas referem que o tratamento quimioterápico acrescentaria dez anos a idade ovariana em termos de função reprodutiva. A equipe multidisciplinar que acompanha os casos oncológicos na pacientes jovens e sem prole definida tem a responsabilidade de abordar os aspectos reprodutivos e de fertilidade. Deve-se discutir o desejo de engravidar, expor claramente o prognóstico da doença e as consequências do tratamento oncológico para o futuro obstétrico, oferecer aconselhamento, inclusive genético e psicológico, e encaminhar para o especialista em reprodução humana. As opções para a preservação da fertilidade são a supressão ovariana com análogos do GnRH, criopreservação de embriões e oócitos e a criopreservação de tecido ovariano. A utilização de análogos do GnRH tem como objetivo diminuir os efeitos tóxicos da quimioterapia nos folículos ovarianos através da supressão dos hormônios hipofisários, ou seja, manter a paciente com o mínimo de estímulo hormonal sobre os ovários, para que os folículos primordiais permaneçam em repouso, e com isso, menor chance da ação das medicações quimioterápicas compromete-los. A criopreservação de embriões e de oócitos são métodos bem estabelecidos de preservação da fertilidade. As taxas de sucesso estão diretamente relacionadas a idade da paciente e a associação com outros fatores dificultantes da gravidez. Para a utilização desses métodos é necessária a indução da ovulação para obtenção dos oócitos, procedimento de captação e no caso da criopreservação dos embriões, os procedimentos para a fertilização. Outra forma de se preservar a fertilidade nas pacientes que não terão tempo suficiente para a indução da ovulação e a captação dos oócitos é a criopreservação de fragmentos de tecido ovariano. A realização dessa técnica necessita da realização da videolaparoscopia, através da qual se retiram pequenos pedaços da parte externa dos ovários, os quais são preparados e criopreservados. Não é a primeira escolha para a preservação da fertilidade visto que a paciente é submetida a...
Continuar lendo...Dr. Silval Zabaglia recebe prêmio Persona 2012
No dia 08 de dezembro, em importante evento, Dr Silval Zabaglia recebeu o prêmio “Persona 2012”, dedicado a profissionais que se destacaram em suas áreas durante o ano. Dr. Silval Zabaglia - CRM 69.469 O Dr. Silval Zabaglia formou-se em Medicina na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em 1990. Na mesma instituição, fez residência médica na área de Ginecologia e Obstetrícia, e especializou-se em Ginecologia Endócrina e da Reprodução, terminando em 1994. Após a residência, ingressou no programa de pós-graduação do Departamento de Tocoginecologia da UNICAMP, com Mestrado e o Doutorado concluídos em 2002. O Dr. Silval Zabaglia é ginecologista titulado pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetricia (FEBRASGO), e é especialista em Endoscopia Ginecológica (videohisteroscopia e videolaparoscopia) pela mesma organização. Possui também o Título de Capacitação em Reprodução Assistida da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. É membro de diversas sociedades, entre elas a Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), Sociedade Brasileira de Reproducao Assistida (SBRA), Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina (SOBRAGE), e da Sociedade Brasileira de Climatério (SOBRAC). Foi médico ginecologista concursado do CECOM- UNICAMP do período de 1996 a 2006. Atuou na diretoria do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas como secretário na gestão de 1995/1996. O Dr. Silval Zabaglia participa ativamente dos congressos e eventos nacionais e internacionais da sua área, e tem ministrado diversas aulas sobre estes temas. Trabalha na Clínica Femina de Indaiatuba desde 1996, onde é o responsável pelo Serviço de Endoscopia Ginecológica, com larga experiência em cirurgias minimamente invasivas. Trabalhou na Androfert de 1998 a 2012, atuando na área de reprodução humana, acompanhamento feminino, e onde foi o responsável pela Endoscopia Ginecológica. Atualmente é médico associado da Androfert e membro do corpo clínico da Medicina Reprodutiva de Campinas....
Continuar lendo...Dr. Silval Zabaglia no 25º Congresso Brasileiro de Reprodução Humana
O 25º Congresso Brasileiro de Reprodução Humana foi em São Paulo, de 15 a 17 de novembro. Discutiu-se muito sobre a atividade laboratorial, problemas relacionados ao homem e a mulher, tratamentos de reprodução assistida e estratégias para a melhoria dos resultados de gravidez e de nascimentos. Um dos temas mais abordados foi a estimulação ovariana. Discutiu-se sobre os esquemas de indução da ovulação, as vantagens e desvantagens dos protocolos longo e curto, as medicações utilizadas nesses tratamentos e os protocolos simplificados, entre outros. Foi dada atenção especial para a avaliação de reserva ovariana, ou seja, a quantidade de óvulos restantes nas mulheres em tratamento. Foram propostas algumas atividades para a melhora dos resultados em mulheres com mais de 40 anos e também para aquelas que não respondem bem a indução da ovulação. A síndrome de hiperestimulação ovariana também recebeu atenção especial com discussões sobre prevenção e tratamento. Dr. Silval Zabaglia - CRM 69.469 O Dr. Silval Zabaglia formou-se em Medicina na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em 1990. Na mesma instituição, fez residência médica na área de Ginecologia e Obstetrícia, e especializou-se em Ginecologia Endócrina e da Reprodução, terminando em 1994. Após a residência, ingressou no programa de pós-graduação do Departamento de Tocoginecologia da UNICAMP, com Mestrado e o Doutorado concluídos em 2002. O Dr. Silval Zabaglia é ginecologista titulado pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetricia (FEBRASGO), e é especialista em Endoscopia Ginecológica (videohisteroscopia e videolaparoscopia) pela mesma organização. Possui também o Título de Capacitação em Reprodução Assistida da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. É membro de diversas sociedades, entre elas a Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), Sociedade Brasileira de Reproducao Assistida (SBRA), Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina (SOBRAGE), e da Sociedade Brasileira de Climatério (SOBRAC). Foi médico ginecologista concursado do CECOM- UNICAMP do período de 1996 a 2006. Atuou na diretoria do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas como secretário na gestão de 1995/1996. O Dr. Silval Zabaglia participa ativamente dos congressos e eventos nacionais e internacionais da sua área, e tem ministrado diversas aulas sobre estes temas. Trabalha na Clínica Femina de Indaiatuba desde 1996, onde é o responsável pelo Serviço de Endoscopia Ginecológica, com larga experiência em cirurgias minimamente invasivas. Trabalhou na Androfert de 1998 a 2012, atuando na área de reprodução humana, acompanhamento feminino, e onde foi o responsável pela Endoscopia Ginecológica. Atualmente é médico associado da Androfert e membro do corpo clínico da Medicina Reprodutiva de Campinas....
Continuar lendo...ESHRE – Novos avanços nos tratamentos de Reprodução Assistida
O Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana, ESHRE, de 2012, trouxe varias e importantes novidades na área. Muitas palestras e cursos paralelos foram realizados durante o encontro, onde todos os participantes puderam trocar experiências e discutir assuntos de importância para a pratica clinica. Um dos assuntos mais discutidos foi como melhorar a indução da ovulação, tanto para as pacientes que respondem bem as medicações como aquelas que tem mais dificuldade na ovulação. Um dos cursos que aconteceu antes do inicio do Congresso discutiu a fundo muitos tópicos na indução da ovulação das mulheres ma-respondedoras. Especialistas do mundo todo discutiram durante todo o dia, estratégias para se conseguir uma resposta ovulatoria adequada para essas mulheres. Outro tópico de grande importância na Reproducao Humana e a falha de implantação, ou seja, a mulher que não conseguiu engravidar em alguns tratamentos de Fertilizacao in Vitro. Esse tema também foi muito discutido durante todo o congresso. Novas estratégias foram comentadas sobre a indução da ovulação e na manipulação das falhas de implantação, as quais serão utilizadas para melhora na evolução desses tratamentos. Dr. Silval Zabaglia - CRM 69.469 O Dr. Silval Zabaglia formou-se em Medicina na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em 1990. Na mesma instituição, fez residência médica na área de Ginecologia e Obstetrícia, e especializou-se em Ginecologia Endócrina e da Reprodução, terminando em 1994. Após a residência, ingressou no programa de pós-graduação do Departamento de Tocoginecologia da UNICAMP, com Mestrado e o Doutorado concluídos em 2002. O Dr. Silval Zabaglia é ginecologista titulado pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetricia (FEBRASGO), e é especialista em Endoscopia Ginecológica (videohisteroscopia e videolaparoscopia) pela mesma organização. Possui também o Título de Capacitação em Reprodução Assistida da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. É membro de diversas sociedades, entre elas a Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), Sociedade Brasileira de Reproducao Assistida (SBRA), Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina (SOBRAGE), e da Sociedade Brasileira de Climatério (SOBRAC). Foi médico ginecologista concursado do CECOM- UNICAMP do período de 1996 a 2006. Atuou na diretoria do Departamento de Ginecologia e Obstetr;icia da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas como secretário na gestão de 1995/1996. O Dr. Silval Zabaglia participa ativamente dos congressos e eventos nacionais e internacionais da sua área, e tem ministrado diversas aulas sobre estes temas. Trabalha na Cl;inica Femina de Indaiatuba desde 1996, onde é o responsável pelo Serviço de Endocopia Ginecológica, com larga experiência em cirurgias minimamente invasivas. Trabalhou na Androfert de 1998 a 2012, atuando na área de reprodução humana, acompanhamento feminino, e onde foi o responsável pela Endoscopia Ginecológica. Atualmente é médico associado da Androfert e membro do corpo clínico da Medicina Reprodutiva de Campinas....
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